Manual de como construir o meu lago de jardim

Sera disponibiliza vários manuais para auxiliar os aquaristas desde a montagem e manutenção de aquários até a montagem de lagos ornamentais, para quem não conhece a Sera é uma das maiores empresas do ramo no mundo e possui ampla distribuição dos seus produtos no Brasil, os manuais estão em português.

Como construir o meu lago de jardim

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Fonte: Sera

Apostila / Estudo sobre Ectoparasitas em Acará Disco

Introdução ao Estudo sobre Ectoparasitas em Acará Disco

O peixe acará disco é um ciclídeo neotropical originário da bacia Amazônica muito utilizado na aquariofilia. A produção intensiva de organismos aquáticos aumenta a possibilidade de surtos de doenças infecciosas ou parasitárias, obrigando o uso de medicamentos, muitas vezes aumentando a mortalidade e conseqüentemente elevando os custos de produção.

O presente trabalho teve por objetivo fazer um comparativo entre dois sistemas de manejo parasitário em peixes disco criado em aquário. Para tanto foram utilizados 100 peixes com idade inicial de 15 dias. No primeiro sistema, 50 peixes foram divididos igualmente em cinco aquários de 38 litros cada, não sendo feita aplicação de qualquer tipo de medicamento. No segundo sistema, 50 peixes foram divididos igualmente em cinco aquários de 38 litros cada, sendo submetidos a 03 aplicações mensais de 50 ppm de formoldeído a 38,7%, repetidas com intervalo de 01 dia entre elas.

As aplicações foram efetuadas aos 20, 50 e 80 dias de idade dos peixes. Aos 30, 60 e 90 dias foram coletados aleatoriamente cinco peixes de cada sistema de manejo para avaliação de tamanho, peso e ocorrência de parasitas. Em todos os indivíduos avaliados ocorreu a presença de monogenóides de gênero Dactylogyrus sp.

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Todos os direitos reservados a Amauri Dambros & Renato Cassol de Oliveira.

Fonte: Piscicultura Cristal.com.br

Camarão Red Cherry ou Neocaridina heteropoda var.red

Também conhecido como Camarão Cherry Vermelho, Cherry, Cherry Red ou mesmo camarão Cereja e a sigla RCS significa simplesmente Red Cherry Shrimp (RCS). Os Red cherry têm uma linda coloração vermelha vivo, mas para isso têm de ter boas condições.

Uma boa forma de ver se algo não está bem, é precisamente pela coloração do camarão, já que estes perdem muito da sua tonalidade quando, por exemplo, submetidos a situações de stress. A coloração é também influenciada pelos genes e pela alimentação.

São de muito fácil reprodução, não sendo necessário removê-los do aquário comunitário para criarem. As fêmeas que carregam ovos têm um vermelho especialmente intenso. Uma condição importante para a reprodução é a presença de muitos esconderijos, proporcinados, preferencialmente, por plantas, com especial destaque para qualquer espécie de musgo.

Como criar Red Cherry

Camarão Red Cherry ou Neocaridina heteropoda var.red

Este camarão vai lhe ensinar muito, e os erros provocados, inclusive a morte de camarões, podem ser superados devido à sua grande capacidade de reproduzir. Você também não vai querer cometer erros com outras espécies mais caras. Os camarões Red Cherry são os camarões mais baratos justamente por sua fácil criação e reprodução.

Parâmetros da agua: O camarão Red Cherry pode tolerar diferentes parâmetros da água com variações de pH de 6,0 a 8,0, água mole e dura, temperaturas de 22 a 29 graus. É muito comum que o Red Cherry pode viver na maioria dos aquários de água doce desde que que não contenham predadores. A casos de criação de Red Cherry em lagos e aquários de agua doce sem filtros, no entanto isso não é recomendado mesmo para o camarão mais resistente de agua doce.

Alimentação do Red Cherry: A alimentação é bem simples, os Red Cherry aceitam qualquer tipo de ração para peixes e camarões, como tambem derivados de espinafre , abobrinha, algas, flocos de camarão, flocos de peixes, minhocas, e muitas outras coisas. Os Camarões Red Cherry. A forma como se alimentam pode indicar a saúde de sua colônia, se os mesmos correrem para a comida e saltarem uns sobre os outros é um bom sinal indicativo de que sua criação de Red Cherry está bastante saudável.

Comida em excesso pode levar alguns camarões a morte, o ideal é quantificar a comida para que seja consumida em no máximo 3 horas, pois o excesso pode se deteriorar e alterar os parâmetros da agua, pode-se até deixar os Red Cherry sem alimentação por 2 ou 3 dias para que os mesmos limpem o aquário e comam algas e restos de dias anteriores, isso não causa mal algum já que os camarões são necrófagos (se alimentam de cadáveres e matéria em decomposição).

Reprodução do Red Cherry: O camarão Red Cherry é se reproduzem rapidamente e praticamente todo o dia. Uma criação saudável se multiplica rapidamente e as fêmeas estarão constantemente grávidas.

O período de gestação do Red Cherry é de 30 a 45 dias até a eclosão dos ovos. é bem fácil identificar quando uma fêmea se aproxima de dar a luz, pois pode-se ver um par de olhos no interior dos ovos dentro da barriga da mãe.

Camarão Red Cherry ou Neocaridina heteropoda var.red

Descobrindo o sexo dos Red Cherry: Descobrir o sexo de um camarão Red Cherry não é tarefa difícil. As fêmeas maiores que os machos, têm uma coloração vermelha muito mais escura e seu ventre é curvo. Já o macho é menor, tem a coloração mais clara e seu ventre é reto não gerando nenhuma duvida para identifica-los.

Camarão Red Cherry ou Neocaridina heteropoda var.red

Origem do Red Cherry: O camarão Red Cherry é uma das espécies mais seletivas, sua coloração foi lentamente desenvolvida a partir de sua forma selvagem. Seu criador desconhecido separou da forma selvagem a mutação que apresentou a coloração avermelhada, e os criou até que todos desenvolvessem o vermelho forte.

Camarão Red Cherry ou Neocaridina heteropoda var.red

Fonte:

Theshrimpfarm
Wikipedia
Planet Inverts

Sorteio do livro Aquarismo fonte de negócios

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Como ganhar o livro Aquarismo fonte de negócios

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Guia de Peixes – Espada (Xiphophorus helleri)

O Xiphophorus helleriEspada é mais um dos integrantes do grupo dos peixes populares que já passaram pelo aquário da maiorias dos aquaristas, é raro encontrar quem nunca teve espadas em seu aquário, nem que tenha sido ganho numa dessas feiras de animais. Como visto ele não é o “peixinho vermelho” oficial mas não fica devendo nada quando se trata de popularidade.

A cauda do macho é a característica mais marcantes desse peixe. São encontrados na América Central nas encostas do sul do México a Guatemala. Aparentemente não há finalidade para esta cauda, que é 1/3 a 1/4 do comprimento total do peixe. As espécies silvestres têm uma cauda ainda mais majestosa, com até 15 cm. Embora a cauda seja mais curta em espécimes criados em cativeiro suas cores são muito mais acentuadas que os selvagens.

Guia de Peixes   Espada (Xiphophorus helleri)Tal como os platys, eles têm sido cruzados para produzir todos os tipos de cores interessantes e diferentes formatos de nadadeiras. Extremamente populares porque são peixes bonitos e baratos, os espadas são fáceis de manter.

São geralmente pacíficos e animados peixes que nadam em grupos espaçados. Mesmo que eles sejam considerados um bom peixe comunitário, existem muitos padrões diferentes de comportamento e tempermento. Cada peixe varia, podem ser pacíficos ou não, machos mais velhos em particular podem ser agressivos com outros peixes. Gostam de aquários bem plantados com muito espaço para nadar ao redor. Fornecer plantas flutuantes para proteger os alevinos que os pais muitas vezes comem.

O Espada é similar ao Plati, mas tem o corpo mais alongado e o macho possuia a cauda em forma de “espada”. Hoje, muitas vezes, pensamos que esse peixe foi nomeado de “espada” devido a sua extensão da barbatana caudal, mas ele realmente foi nomeado assim por causa da nadadeira anal modificada do macho, o gonopódio.

Existem diversas variedades de cores no Xiphophorous helleri, bem como uma variedade de outras espécies de espadas. O Xiphophorous helleri é o mais disponível e as outras espécies, apesar de semelhantes, nem sempre são tão grandes e muitas vezes são mais delicadas. Espadas vêm em várias cores e combinações de cores, mesmo em exemplares selvagens, existem exemplares vermelhos, verdes, pretos e albinos embora o mais conhecido seja o vermelho. Existem variedades cauda de lira e de vela alta, machos foram desenvolvidos com nadadeiras exageradas e com duas espadas em vez de uma. Mesmo algumas fêmeas também têm agora uma espada. As fêmeas chegar até 12 cm, os machos são um pouco menores, 10 cm

Cuidados e alimentação do Espada

Como são onívoros o espada irá geralmente comer todos os tipos de alimentos vivos, congelados e em flocos. Para manter um bom equilíbrio dê um alimento em flocos de boa qualidade, alternado com artemias e bloodworms.

Comportamentos Sociais

O Xiphophorus helleri é geralmente pacifico, embora às vezes eles irão comer os seus próprios alevinos (e de outros peixes) . Ocasionalmente um espada pode tornar-se um valentão, especialmente machos mais velhos.

Diferenação sexual do Xiphophorus helleri

Guia de Peixes   Espada (Xiphophorus helleri)Apenas o macho tem a “espada”, na parte inferior da barbatana caudal. O macho também é elegante e tem a nadadeira anal modificada, chamada gonopodio. A fêmea tem a nadadeira anal normal e possui corpo arredondado.

Existe uma tendência para uma ocasional mudança do sexo feminino, a fêmea desenvolve uma “espada” na sua cauda, especialmente quando velha ou afetada por parasitas. Ela pode até tentar cruzar com outra fêmea, embora na maioria das vezes eles sejam inférteis!

Condições do ambiente para o Espada:

O Espada gosta de nadar em todas as áreas do aquário. Gosta de Dureza: 12/30 ° DGH, Ph: 7,0 a 8,3, Temperatura: 18-28 ° C

Reprodução do Xiphophorus helleri

Guia de Peixes   Espada (Xiphophorus helleri)Espadas são poecilideos, os filhotes são incubados na barriga da mãe e já nascem formados. A fêmea tem geralmente entre 20  a 100 alevinos. Não é preciso nenhum cuidado especial, e só ter um macho para cada duas fêmeas e logo ela estarão cheias de filhotes, coloque muitas plantas que sirvam de esconderijo para os alevinos e se quizer retire os adultos. Os alevinos após consumirem o saco vitelino podem ser alimentados com ração para alevinos.

Guia de Peixes – Danio Rerio (Brachydanio rerio), Zebrafish ou Paulistinha

O Paulistinha é um peixe de água doce, de comportamento pacífico e ativo. É encontrado na Índia Oriental e Bangladesh e adora viver em grupos de, no mínimo, 10 exemplares, então mantenha sempre no mínimo 7 exemplares no seu aquário.

O Danio Rerio é um peixe muito apreciado por aquaristas novatos já que dificilmente adquire doenças desde que seja respeitada a manutenção do aquário. Não se sente bem em aquários com água não cristalina. Vive até três anos e se recupera muito bem em caso de doenças.

O Brachydanio rerio é um peixe utilizado em alguns lugares para testar a qualidade e pureza da agua, são bastante resistentes e pode-se solta-los em um aquário recem montado, que anda não tenha atingido a ciclagem bacteriológica necessária, são bastante resistentes e se adaptam rápido.

O seu comprimento é de no máximo 5 cm e sua cor predominante é o verde oliva com listras longitudinais (em geral brancas, dai vem o apelido de ZebrafishPeixe Zebra).

Alimentação do Paulistinha

Quanto à alimentação, o Paulistinha facilita a vida dos aquaristas. Ele aceita qualquer tipo de comida, no entanto o ideal é balancear a alimentação com ração própria para peixeis ornamentais.

Reprodução do Danio Rerio

A temperatura da água deve variar de 20 a 26ºC. A reprodução do Paulistinha é difícil em cativeiros, mas possível. O problema está em alimentar os alevinos, que no entanto aceitam bem ração liquida própria para alevinos.

Conceitos Básicos – Filtragem da Água I

A filtragem da água é um processo básico para manter o bem estar do nosso aquário, funciona basicamente da mesma maneira como a fotossintese das plantas que elimina toxinas e CO2 do ar e nos devolve oxigênio puro e ajuda a manter nosso ambiente habitavel. A filtragem completa envolve várias etapas as quais abordaremos na seqüencia.

Filtragem Física (ou Mecânica)

Muito da amônia gerada em um aquário se origina da decomposição de matéria orgânica (restos de comida, excrementos, urina, microorganismos, etc). Se pudermos retirar os detritos do sistema em seu estado macroscópico (possivel de se enxergar a olho nu), antes que comecem a se decompor, estaremos contribuindo antecipadamente para a limpeza química do meio.

A filtragem física consiste em retirar as impurezas macroscópicas (orgânicas e inorgânicas) existentes em suspensão na água do aquário pelo método simples de passá-la por um coador. Este tipo de filtragem não é capaz de retirar bactérias e plâncton de reduzidas dimensões, e muito menos substâncias químicas dissolvidas na água, mas impede que material orgânico ainda inteiro seja decomposto na água.

Esta é normalmente, a primeira etapa de um processo de filtragem, sendo o produto da mesma (água livre de detritos), entregue às demais etapas, que assim não correm o risco de sofrer entupimentos físicos.

Diversos materiais podem ser utilizados nessa etapa, tais como esponjas, cartuchos de papel ou fibra ou mantas de material sintético, sendo o mais difundido e utilizado atualmente o Perlon, que pode ser utilizado em camadas, acomodando-se aos mais diversos tipos de filtro e espaços disponíveis para acomodar esta camada de filtragem. Trata-se de um material neutro, não interferindo com as características químicas da água, quer pela retirada que pela adição de elementos.

Podemos utilizar mantas de lã acrílica do tipo usado para o estofamento de móveis em lugar do perlon, para a filtragem física. Este material deve ser limpo a cada 15/30 dias dependendo da capacidade do filtro x volume do aquário, e trocado a cada 3 meses aproximadamente. Obviamente, dependendo das condições locais, este espaçamento entre as datas de manutenção poderá ser modificado.

Nunca deveremos utilizar a lã de vidro verdadeira em filtros, pois esse material solta farpas afiadas (visualmente invisíveis na água), que representam um sério risco de ferimentos para os habitantes do aquário.

É recomendável manter, no mínimo, dois circuitos de filtragem alternativos (particularmente em aquários grandes), para prevenir contra acidentes. Outras vantagens estão no fato de haver captação da água para filtragem em mais de um ponto do aquário, e de oferecer maior segurança quanto à proteção das colônias de bactérias, minimizando problemas caso haja a perda acidental de uma das colônias enquanto se faz a limpeza de um filtro. Manter equipamento(s) de reserva, devidamente ciclados, é uma alternativa válida para quem tem muitos aquários, ou aquários pequenos. Em aquários com injeção de CO2 deve-se procurar agitar a água o menos possível, para não provocar a liberação do CO2 dissolvido.

Filtragem Biológica

Esta é a denominação que se dá as ações nitrificante e desnitrificante proporcionadas pelas colônias de bactérias, fundamentais para a saúde do nosso mini ecossistema. Conjuntamente, as bactérias existentes no aquário (paredes, substrato, plantas, água, etc), e no filtro biológico atuam permanentemente de modo a manter em equilíbrio o meio que sem sua presença rapidamente se tornaria inabitável.

Existem na natureza vários tipos de bactérias capazes de decompor a amônia em compostos menos tóxicos (Nitritos e Nitratos). Elas existem naturalmente no meio ambiente (substrato, plantas, água, etc), e não necessitamos nos preocupar em adicioná-las a nossos aquários. A própria natureza se encarregará disso para nós. Bastará deixar um aquário recem-montado em repouso (com a circulação de água ativa) por algum tempo, que as colônias de bactérias crescerão e se estabelecerão naturalmente por toda a parte, prendendo-se em paredes, cascalho, rochas, plantas, nos elementos do filtro, enfim em toda e qualquer superfície submersa incluindo os próprios peixes e outros organismos.

Estudos recentes mostram que a absorção da amônia pelas plantas aquáticas é muito mais rápida que a absorção dos nitratos, existindo essencialmente uma competição entre plantas e bactérias pela amônia dissolvida. E que as plantas necessitam basicamente desdobrar nitritos e nitratos em amônia que será então absorvida.

As colônias de bactérias necessitam essencialmente de: um local para se fixarem, e nutrientes (Nitrogênio e Oxigênio) para viver. Para a fixação das colônias de bactérias, são utilizados com freqüência anéis de cerâmica porosa ou também as bio-balls, que proporcionam uma grande superfície (externa e interna) possibilitando o estabelecimento de grandes quantidades de colônias de bactérias.

Para a filtragem biológica, podemos substituir os anéis de cerâmica, ou as bio-balls, por pedaços (cacos) de cerâmica porosa, obtidos a partir de velas de filtro quebradas, porém não devemos usar as que têm prata em suas paredes internas, pois este é um elemento, prejudicial ao desenvolvimento das colônias de bactérias. Durante a manutenção do filtro deve-se procurar manter úmidos os seus componentes (anéis, cacos de cerâmica, etc), mantendo-os mergulhados em água, de preferência retirada do próprio aquário e livre de cloro e metais pesados.

Podemos também utilizar mantas de espuma de malha aberta, do tipo utilizado em filtros de aparelhos de ar-condicionado, como elemento de fixação das colônias, na manutenção esta espuma deve ser lavada apenas com água desclorada, e não muito ativamente, para não prejudicar as colônias.

Nunca devemos trocar integralmente (a menos de acidentes por contaminação bacteriana), todos os elementos da filtragem biológica ao mesmo tempo. Quando necessário é recomendável fazer a troca por partes, duas trocas de 50% em 30 dias, ou três de 33% com intervalo de 15 dias.

Não mais utilizar os FBF (Filtros Biológicos de Fundo), considerados hoje mais como causadores de complicações do que utilidade.

A filtragem biológica é normalmente feita após a filtragem física, dessa maneira as colônias de bactérias receberão uma água já livre de detritos, reduzindo-se assim o risco de entupimento dos poros dos elementos de cerâmica.

A filtração biológica ocorre a uma velocidade relativamente lenta comparada com os outros métodos. Assim sua utilização de modo isolado limitaria bastante a quantidade de peixes que poderíamos colocar no ambiente. Por isso ela é normalmente complementada por outros tipos de filtragem que reforçam a capacidade de estabilização do meio.

Filtragem Química

A filtragem química é a remoção de substâncias dissolvidas na água do aquário a nível molecular. Estas substâncias, quanto à sua natureza, podem ser polarizadas (íons) e não polarizadas (moléculas). O método mais empregado para este tipo de filtragem consiste em passar a água por uma camada de Carvão Ativado (CA), que é mais eficiente para a remoção de moléculas, mas que funciona também com alguns íons.

O carvão ativado pode conter elevados níveis de fosfato (nas cinzas internas), que poderá ser dissolvido na água do aquário. Isso é particularmente nocivo aos aquários marinhos, mas também não é bom para os aquários de água doce. Portanto, ao adquirirmos carvão ativado deveremos dar preferência aos especificamente produzidos para utilização em aquários.

Este problema pode ser diminuído fazendo-se a imersão prévia do carvão ativado em água limpa (renovada), algum tempo antes de sua utilização (2 a 3 semanas). Com isso estaremos fazendo uma dissolução prévia do fosfato e outros materiais, porventura existentes, atenuando seus efeitos.

Existe por parte de alguns aquaristas uma preocupação em relação à adsorção pelo carvão ativado de nutrientes minerais vitais requeridos pelo ecossistema do aquário. Ocorre que o esgotamento de nutrientes minerais é algo que ocorrerá tanto em aquários plantados como em aquários marinhos pelo consumo dos organismos vivos, e isso ocorrerá com ou sem a presença do carvão ativado no sistema. Considera-se que os ganhos proporcionados por sua utilização são suficientemente grandes em relação aos prejuízos, para justificar plenamente sua utilização.

A utilização do carvão ativado deve ser suspensa enquanto estivermos administrando algum medicamento, adubação química, etc. Pois o carvão ativado poderá absorver da água os remédios ou alguns produtos químicos de maneira seletiva, prejudicando os resultados pretendidos.

Recondicionando carvão ativado

O carvão ativado já utilizado pode ser (parcialmente) reativado domesticamente aquecendo-o no forno a cerca de 150 oC e lavando-o em água pura sucessivamente. Através deste processo será feita a eliminação dos gases aprisionados, permanecendo porém no interior dos poros as moléculas de material mais pesado (ex.: metais tóxicos), que não serão eliminadas pelo aquecimento, razão pela qual este procedimento é contra-indicado. Apenas em laboratórios, com equipamentos adequados e testes apropriados a recuperação poderá ser feita com segurança.

Felizmente o custo do carvão ativado é suficientemente reduzido, possibilitando-nos usá-lo em quantidades razoáveis. É recomendável lavar bem o carvão ativado antes de utilizá-lo, para remover o pó que sempre se acumula em sua superfície.

Quanto de carvão ativado utilizar é uma recomendação difícil de ser feita, mas se verifica que a utilização de quantidades menores, com trocas mais freqüentes funciona melhor do que o oposto. Como ponto de partida, experimente usar 250ml para cada 150 litros de água, fazendo trocas mensais. Não se deve utilizar carvão comum (vegetal ou animal) em substituição ao carvão ativado.

Além do carvão ativado diversos outros materiais foram desenvolvidos para a filtragem química. Um deles é a argila de zeolita, capaz de remover amônia da água. Útil para emprego por curtos períodos, pode se tornar prejudicial a longo prazo. Interfere também na ciclagem de aquários novos, impedindo a formação das colônias de bactérias.

Outro tipo de substâncias, relativamente recentes, que podem ser utilizadas para a filtragem química são as Resinas Deionizadoras, formadas por materiais (há diversos tipos), que possuem a capacidade de retirar (absorver) íons dissolvidos na água. São bastante eficientes, mas possuem atualmente custos bem mais elevados do que o carvão ativado, possuindo porém em alguns casos a capacidade de absorver substâncias sobre as quais o carvão ativado não tem capacidade de adsorção.

Os filtros do tipo Skimmer possuem pronunciada atuação na remoção de detritos químicos, sendo hoje largamente utilizados em aquarismo marinho.

Guia de Peixes – Tetra Neon Cardinal ou Neon

Tetra Neon Cardinal ou simplesmente Neon

O Neon cardinal (Paracheirodon axelrodi) é um dos peixes ornamentais mais conhecidos e utilizados no mundo aquarístico, sua fama se iguala à dos Kinguios (Carassius auratus), Bettas (Betta splendens), Lebistes (Poecilia reticulata). Esta espécie foi descoberta por Hebert R. Axelrod na década de 50 e como uma forma de homenagem seu epíteto específico é axelrodi onde o “i” acrescentado dá a indicação de masculino.

Pertence a família Characidae, que é a mais complexa e numerosa da Ordem Characiformes, devido a complexidade da família não é possível caracteriza-la somente com atributos externos e facilmente observáveis. Via de regra apresentam o pré-maxilar não protátil e nadadeira adiposa normalmente presente. Possui como característica principal a faixa neon, que percorre seu corpo horizontalmente e termina na base da nadadeira adiposa, e o ventre vermelho, dai vem seu acronimo mais conhecido, peixe neon.

É de origem sul americana e está amplamente distribuído desde o Orinoco (Venezuela), pelo rio Vaupes e o norte e leste do rio Negro até o noroeste da Colômbia. Apesar de já existirem criações na Ásia, no Brasil ele é capturado no médio Rio Negro, por pescadores artesanais, que vendem os peixinhos para atravessadores, que os distribuem pelo mundo, notadamente Europa, EUA e Japão, onde sempre atinge alto preço.

Diferenciando Machos de Fêmeas

Vive em águas ácidas, cujo pH pode ser até menor que 4.0, quentes, moles e na maior parte escuras. O macho é menor, possui o ventre mais magro, retilíneo e apresenta uma pequena modificação no primeiro raio da nadadeira anal que se assemelha ao formato de um gancho ou anzol. Já a fêmea é o contrário é maior e possui o ventre volumoso, roliço, principalmente em época de desova. Podem atingir cerca de 5 cm quando adultos, são peixes cardumeiros e pacíficos e nadam à meia água e no fundo do aquário.

Alimentação do Neon Cardinal

Na natureza a espécie se alimenta de microcrustáceos e larvas de quironomídeos (Chironomidae, Diptera), enquanto ingestão de algas é pouco freqüente. Como são onívoros acabam comendo de tudo, então é importante acrescentar alimento vivo à sua dieta pelo menos uma vez por semana, podem ser daphnias, artêmias, enquitréias, larvas de mosquitos etc. Outra coisa necessária que muitos aquaristas acabam não fazendo é adicionar ração a base de vegetais / algas à sua dieta para oferecer uma maior variedade de nutrientes.

Reprodução do Neon

O neon cardinal é uma espécie ovípara, são considerados disseminadores livres, pois a fêmea libera os ovos na água e o macho nada em volta fertilizando-os. Os ovos eclodem em 19 a 20 horas quando mantidos em temperatura entre 25 e 27ºC, após três ou quatro dias da eclosão os alevinos já consumiram o conteúdo do saco vitelino e começam a nadar. O alevino possui uma glândula adesiva grande no topo da cabeça que o ajuda a se prender no substrato ou nas folhas de plantas. Isso evita que sejam arrastados pela correnteza e se dispersem ficando desprotegidos e tendo como consequência a morte por predação.

Entre os peixes desta espécie não ocorre o cuidado parental e a partir do momento em que os filhotes apresentam nado livre pode-se dar rações específicas para alevinos de ovíparos e alimentos vivos como náuplios de artêmia, conforme os filhotes forem crescendo alimentos vivos maiores podem ser oferecidos.

Os filhotes só começam a apresentar as cores características da espécie com aproximadamente duas semanas de vida. Recomenda-se usar filtro interno de espuma ou então colocar perlon na entrada de água do filtro externo para evitar sugar os filhotes quando em aquários próprios para reprodução. A partir do 6 meses de idade e pouco mais de 2cm de comprimento, os cardinais já estão aptos a reproduzir.

A reprodução do neon em cativeiro não é impossível como muitos dizem, apenas exige mais atenção aos parâmetros da água e cuidados com o aquário do que com os outros tetras, mas a maioria absoluta dos neons encontrados para a venda no Brasil são coletados diretamente da natureza. Na Europa e Ásia a reprodução deles em cativeiro já vem sendo praticada por anos.

Ambiente para Neons em aquários

Apesar de serem encontrados em águas muito ácidas em certas épocas do ano, a melhor faixa de pH para se manter a espécie em aquários vai de 5.0 a 6.6. Por viverem em águas ricas em ácidos tânicos e húmicos, além do pH ácido, é importante manter a dureza da água o mais baixa possível.

Por serem encontrados em regiões quentes, a temperatura da água deve ser elevada, sempre acima dos 26°C e, apesar do calor, por serem encontrados (na maior parte) em águas mais escuras a iluminação do aquário não deve ser muito forte, ou então, se puder mantenha plantas de superfície para criar algumas áreas com mais sombra. Não que a iluminação forte dos plantados chegue a afetar muito o peixe, mas se quer que ele se sinta mais confortável é melhor uma intensidade menor.

Em relação ao tamanho do aquário, obviamente quanto maior melhor, mas aquários a partir de 50 litros já comportam um pequeno cardume.

Um aquário ideal para neons e que possibilitasse a tentativa de reprodução deles seria um biótopo monoespécie, que representasse um pequeno igarapé com água quente, ácida, mole, escura, cheio de galhos/troncos, folhas caídas pelo substrato, fundo de areia e água mais calma.

Doença do Neon

A chamada Doença do Neon Tetra ou Pleistophora é causada por um parasita esporozoário e, apesar do nome, não afeta somente os neons. Ataca a maioria da família dos tetras, ciclídeos como os Bandeiras, ciprinídeos como as Rásboras e Barbos e até mesmo os Kinguios.

É uma doença conhecida por sua rápida infestação e alta taxa de mortalidade, é causada pelo parasita Pleistophora hyphessobryconis e até hoje não se conhece uma cura para ela.

O ciclo da doença começa quando os esporos do parasita entram no peixe hospedeiro após o mesmo ter consumido alimento infectado como partes de um peixe morto ou alimento vivo. Uma vez dentro do peixe, o parasita se instala no trato intestinal, os embriões recém eclodidos dos esporos atravessam a parede do intestino e se instalam nos tecidos musculares produzindo cistos. Esses músculos que abrigam os cistos começam a morrer e o tecido necrosado se torna pálido, eventualmente ficando branco, o que explica a mancha clara característica nos animais infectados.

Alguns sintomas:

  • Agitação;
  • O peixe começa a perder a coloração;
  • O peixe apresenta dificuldade para nadar;
  • Em casos avançados a espinha dorsal do peixe pode se tornar curvada;
  • Podem aparecer infecções secundárias como nadadeiras roídas e bloat;
  • Conforme o cisto se desenvolve o corpo pode apresentar várias deformidades (pequenas massas sólidas, irregularidades);

Durante os estágios iniciais o único sintoma pode ser a agitação, principalmente durante a noite, é comum também o peixe infectado se separar do cardume. Eventualmente a natação se torna mais errática (irregular) e se torna bem óbvio que o peixe não está bem.

Conforme a doença progride, os tecidos musculares afetados começam a se tornar brancos, geralmente começando pelos músculos das áreas entre a faixa neon e a espinha dorsal. Quanto mais tecido muscular infectado maior é a mancha de coloração pálida. Os danos aos músculos podem causar a curvatura ou deformação da espinha, o que causa danos à natação. Não é incomum o peixe apresentar o corpo irregular causado pela deformidade dos músculos afetados pelos cistos.

Nadadeiras roídas, especialmente a caudal também não é incomum, entretanto, isso ocorre devido às infecções secundárias e não pelo resultado direto da própria doença causada pelo parasita. O bloat também pode ocorrer e é outro sintoma causado por infecções secundárias.

Qualquer peixe que apresente estes sintomas deve ser separado dos demais, sendo colocado em um aquário hospital para melhor observação já que existem outras doenças, causadas por bactérias, que podem apresentar sintomas semelhantes e possuem cura. Casos como estes inclusive podem dar uma falsa idéia de que o peixe tinha a doença do neon e foi curado, quando na verdade era uma bacteriose que ao ser tratada com algum antibiótico foi eliminada.

Curiosidades sobre o Neon Cardinal

No Brasil, o principal centro fornecedor de peixes ornamentais é a cidade de Barcelos, o estado do Pará até possui alguma produção, mas em pequena quantidade. O neon cardinal é a espécie mais importante e representa 80% do volume comercializado.

O desenvolvimento dos peixes ornamentais ocorre principalmente nos igapós e igarapés da floresta, áreas total ou parcialmente inundadas. A melhor época para a captura é durante a vazante e seca dos rios.

Quando o pescador de peixes ornamentais (piabeiro) localiza um cardume, ele o conduz para o rapiché ou puçá, e os transfere para o interior de cestas de palha forradas com saco plástico, com a água do igarapé.

Depois de capturados, os peixes são levados para um acampamento, onde são montados viveiros no próprio rio. Depois disso, são levados para Barcelos e, seguem uma viagem de 30 horas até Manaus, nas lojas de exportadores os peixes são mantidos em instalações de quarentena até serem exportados.

Comercialização do Neon

A venda do Neon não é proibida, no entanto o que acontece é que durante os meses das cheias (de maio a julho) a pesca e comercialização do neon cardinal é suspensa pelo IBAMA para que a sua reprodução na natureza seja garantida. Mas durante o resto do ano ele é comercializado normalmente.

Guia de Peixes – Guppy ou Lebiste

Ágeis e multicoloridos, os lebistes ou guppy são criados em aquários desde meados de 1900. Entretanto, sua utilização não se limita apenas a esta. Devido ao seu hábito voraz de se alimentar com larvas de insetos, os Lebistes são utilizados em países do Oriente como ferramenta de controle biológico. Já foram utilizados também no Brasil, na década de 30, para combater os transmissores da Malária e da Febre Amarela. São também utilizados em laboratórios, nos experimentos ecotoxicológicos, genéticos, comportamentais e reprodutivos. Não só são muito bonitos de se observar, mas também bastante uteis a humanidade. Existe até uma associação de criadores de guppy.

Origem do Guppy – Lebiste

O lebiste ou guppy é originário da América do Sul e Central, mais precisamente de estuários localizados em Barbados, Trinidad Tobago, Venezuela, Guianas e porção norte do Brasil. Conhecidos também por Peixe Arco-íris, Barrigudinho, Bandeirinha e Sarapintado encontram-se hoje espalhados por todo o mundo. Antes de ser classificado cientificamente como Poecilia reticulata, o Lebiste já foi conhecido por Girardinus guppyi e Lebistes reticulatus. O nome Guppy é na verdade o sobrenome de Robert J.L Guppy que foi homenageado pelo naturalista inglês Guenther, que recebeu de Robert os primeiros peixes coletados na América Central no ano de 1860. Já o nome popular Lebiste deriva do gênero Lebistes ao qual pertencia. Pertence a família dos Poecilidae (Poecilídeos) da qual também fazem parte Molinésias, Platys e Espadas.

É um peixe de fácil manutenção sendo recomendado para todos os tamanhos de aquários desde que obedecidas suas necessidades básicas como pH e temperatura. É interessante observar o número de fêmeas que deve ser maior que o de machos, na razão de 3:1.

Reprodução do Lebiste

As fêmeas desta espécie não depositam ovos, mas sim dão à luz filhotes prontos. São classificados então como peixes ovovivíparos.

Os machos diferenciam-se das fêmeas pela cauda, que é bem maior, pela coloração mais intensa, e pela presença do gonopódio, uma estrutura semelhante a um pequeno tubo localizada na região ventral. Esta estrutura possibilita a transferência dos gametas masculinos para dentro da fêmea, possibilitando a fecundação interna. Já as fêmeas apresentam uma mancha na parte ventral, próxima a cauda, que se torna mais escura quando os ovos começam a se desenvolver. Quando os filhotes estão a ponto de nascer esta mancha torna-se mais “baixa”, a fêmea apresenta-se muito barriguda e com a respiração ofegante.

Para reproduzi-los é aconselhável 3 a 5 fêmeas para cada macho. Esta espécie, assim como acontece com outros peixes ovovivíparos, não apresenta cuidado parental, ou seja, os pais não cuidam dos filhotes após o nascimento. Além disso a permanência dos pequenos alevinos junto com exemplares adultos, inclusive a própria mãe, pode ser desastrosa, já que tendem a ser devorados. Em função disso as fêmeas grávidas podem ser postas em criadeiras individuais onde, logo que nascem, os filhotes são separados da mãe. Recomenda-se um aquário com cerca de 15 a 20 litros de água e que contenha plantas naturais como Elodea, Cabomba, Sagitária e a Samambaia d’água, para que os alevinos, ao passarem por entre as frestas da criadeira, possam se refugiar. O período de gestação varia de 20 a 30 dias. Os filhotes devem ser alimentados com ração para alevinos durante o primeiro mês de vida.

Aos dois meses de idade já é possível a diferenciação de machos e fêmeas, que estão prontos para a reprodução. Nesta fase já podem ser alimentados com outras rações de preferência em flocos. Para um desenvolvimento mais adequado, é recomendado permitir a reprodução somente a partir dos quatro meses de idade.

Uma característica bastante interessante é a capacidade que as fêmeas têm de armazenar o esperma dos machos por um longo período, podendo ter mais de 3 gestações seguidas sem a presença do macho para nova fecundação. Esta característica é muito importante quando se pretende fazer cruzamentos específicos entre machos e fêmeas escolhidos previamente. Para obter o resultado esperado neste cruzamento, é necessário primeiramente “limpar” a fêmea, ou seja, mantê-la sem contatos com machos durante um período de 6 meses, para que ela acabe com um possível estoque de esperma de outro macho.

Para o sucesso da reprodução do guppy devem ser observadas boas condições ambientais, como temperatura em torno de 28 ºC e pH próximo a 7,2.

Com os devidos cuidados e um pouco de atenção diária o lebiste certamente deixará seu aquário mais alegre e muito colorido.

Fotos de Lebistes

Guia de peixes – Molinésias

A primeira impressão que temos quando observamos as molinésias num verdadeiro contraste entre a nitidez da água com o negro veludo ou com as pintas, ou ainda com seus corpos inflados (molinesia balão), sente-se a elegância de quem nada despreocupado, e nos vem logo a sensação de que isto faz bem aos olhos.

São as molinésias que tanto fascinam crianças e criadores em todo o mundo. As espécies que encontramos facilmente nas lojas especializadas são Poecilia latipinna – molinesia lapitina, Poecilia velifera – molinésia preta, Poecilia sphenops, etc.)

As molinésias negras na verdade possuem essa cor devido a presença de melanina em suas células o que as torna bastante vulneráveis quando criadas em grandes tanques à céu aberto de águas claras sem proteção contra os pássaros e até mesmo a presença de gatos perto dos locais de criação.

As molinesias são peixes sensíveis e não devem levar sustos o que as vezes intimidam os machos e podendo provocar até parto prematuro nas fêmeas.

Pertencem à família Poecilidae. É originária das regiões costeiras do Sul da América do Norte e algumas partes do México, Honduras e Nicáragua.

Salgando a sopa de molinésias

Para que se possa obter êxito em cativeiro devemos colocar para cada seis litros de água uma colher de chá de sal grosso ou 15% aproximadamente de água do mar, mantendo salobra a água, o que é mais compatível com seu ambiente natural. O aquário ideal para as molinésias são os mais espaçosos e abundantemente plantado, com boa iluminação e um crescimento razoável das algas, que elas adoram.

Alimentação das Molinésias

São peixes onívoros isto é, comem de tudo, mais a sua dieta preferida é a base de vegetais; alface picada, algas marinhas picadas, espinafre cozido, confrei, etc. Podem ser oferecidas artêmia salina, larva de mosquito, tubifex, e ração industrializada de preferência as flocadas. A alimentação deve ser feita em pequenos intervalos, evitando uma super dose, tornando o excedente não consumido pelos peixes em composto orgânico, decornpondo e alterando toda a estrutura química da água. A alimentação deve ser servida duas vezes ao dia, a mais balanceada possível, e para um total desenvolvimento das nadadeiras, a água do aquário deve estar ligeiramente alcalina (pH 7,2) o que pode ser conseguida com pedras calcárias.

Vejá também esse video explicando sobre a alimentação das molinésias :

Condições do ambiente para Molinésias

As molinésias são também sensíveis as mudanças bruscas de temperatura devendo manter-se entre 24º e 29º C.

Devemos manter para cada macho, cinco fêmeas satisfazendo o seu incrível apetite sexual. São ovovíparas, fazendo, com que sua prole desenvolva-se no ovário da fêmea, sendo expelidos na época certa do nascimento um a um em forma de alevinos, que são suficientemente grandes e muito parecidos com seus pais. As características fundamentais para se distinguir o sexo dos machos é pelo desenvolvimento das nadadeiras, e a transformação da anal em orgão copulador, conhecido como gonopódio.

Em algumas espécies como a Poecilia velifera, conhecida vulgarmente de molinésia mexicana, nota-se uma bonita nadadeira dorsal em forma de vela chegando a custar mais cara pela total ausência de melanina em sua pele. É muito apreciada pelos aquaristas mais experientes.

O período de gestação é de 30 dias chegando a produzir em média de 60 a 100 alevinos, quando estão bem alimentados durante toda a gravidez. Ao nascer os alevinos devem ser alimentados com uma dieta básica e bastante rica em proteína vegetal e animal em intervalos mais variados. Estes são alguns dos segredos para se ter molinésias em perfeitas condições e com uma beleza de deixar qualquer pessoa envolvida com sua graça e sociabilidade.

Veja algumas fotos de algumas espécies de molinésias: